Ideias que não tenho aonde publicar + servidor de imagem que é liberado na sua empresa = Ritalinando.

H – Ritalinando

São Paulo para Visitantes – Mini Guia 4 dias

São Paulo não se resume apenas a compras …
Todos que pra capital paulista vem, querem logo correr para a rua 25 de Março/Sta Ifigênia.
Sim, não nego que é bacana se jogar nas compras ilícitas de bugigangas e eletrônicos chineses,
mas São Paulo é muito mais que toda essa muvuca de gente.

Aqui, posto um mini roteiro com atrações interligadas e que em menos de 4 dias podes cumprir e se divertir.

Obs: gastando pouco!!!

:!: Quarta-Feira:

Pinacoteca do Estado de São Paulo

Um prédio que fez parte da Revolução de 32 e hoje abriga uma interessante coleção de arte.
Além das obras – pintura, escultura, montagens e temporárias – a arquitetura do prédio e a convidativa cafeteria é uma forma de começar com o pé direito.
TEMPO Médio da Visita: 2:20h (almoce na cafeteria) 10h as 12:20h

Museu da Língua Portuguesa

Ao lado da Pinacoteca do Estado está localizado este impressionante museu.
Esqueça qualquer conceito que vc tenha sobre museus. Este aqui não tem nada haver com qualquer outro. É um espaço completamente interativo e imersivo, levando o visitante ao centro do nosso idioma, sem que achemos a coisa chata ou massante. Totalmente multimídia, foi planejado pra surpreender e ensinar.
Não deixe de visitar o último andar e assistir a apresentação do planetário de letras. E se possível vá quando houver alguma exposição especial.

TEMPO Médio da Visita: 2:00h —- 12:20h as 14:20h

Museu do Futebol

Instalado embaixo das arquibancadas do estádio do Pacaembu, este museu é tão surpreendente e bacana como o da Língua Portuguesa; com a mesma pegada multimídia, o visitante já é envolvido na sua chegada, quando recebe uma calorosa torcida, numa arquibancada lhe aguardando.
Com a história do futebol e da nossa seleção, este museu é uma obra prima (!).
Perca uns minutos escutando narrações celebres nas cabines equipadas com fones de ouvido.

TEMPO Médio da Visita: 2:20h (ao final tome um chopp na lanchonete da saída acompanhado pelo por do sol paulistano) 15:00h as 17:20h

ATENÇÃO: ÓBVIO QUE É POSSÍVEL PASSAR UM DIA EM QUALQUER UM DESTES MUSEUS, MAS AQUI É UM ROTEIRO RÁPIDO.

:!:Quinta – Feira

Liberdade

Um “pedacinho do Japão” em São Paulo … bem … já foi, agora tá mais pra um “pedacinho coreano/chines/ boliviano” … enfim … quem vem pra visitar não precisa se apegar a isso, pois de qualquer forma é um bairro muito especial e que guarda aquele charme que não encontramos em outro lugar do Brasil.
Com comidas típicas e comprinhas interessante (xinguilingue, perfumaria e “coisas japonesas”) a Liberdade é um bom começo de sexta-feira!

Tempo médio: 4h – almoce na Liberdade – 10h as 14h

Galeria do Rock

O edifício que abriga hoje a Galeria do Rock foi construído em 1962 e foi idealizado como um centro de compras finas pra sociedade paulistana da época, batizado de Shopping Center Grandes Galerias, hoje abriga um conglomerado de tripos e tipos bem específicos e que parecem se reproduzirem naquele local.
Se você curte Rock, Tatuagens, Punk, Gótico ou simplesmente tem um espirito aventureiro hard-core, não deixe de conhecer … agora, se como eu teu perfil é de um nerd que vai parecer perdido naquele meio, vá mesmo assim é legal.

Tempo médio: 3h – Compre um LP (disco) – 14:30 as 17:30h

:!:Sexta-Feira

Livraria Cultura

Localizada no Conjunto Nacional – Avenida Paulista, esta livraria é um patrimônio da cidade de São Paulo.
Tudo o que você pensar em termos de livros, mídias e afins, a Livraria Cultura tem!
E tudo pode ser lido e ouvido ali mesmo.
Um local extremamente aconchegante que transporta o visitante pra um outro planeta que não a caótica São Paulo deixada lá fora.

Tempo Médio: 2h – ache um bom livro e folhei-o sentado em uma confortável poltrona – 11h as 13hs

ALMOCE NA PAULISTA, EM QUALQUER LUGAR QUE VOCÊ POSSA VER A AVENIDA.
Tempo Médio: 50min.

MASP – Museu de Arte de São Paulo

MASP, óbvio, afinal é o MASP e além do mais, você já está na Paulista mesmo ….
Brincadeiras a parte, o Museu de Arte de São Paulo, é o melhor e mais rico acervo de arte abaixo da linha do equador. Com obras dos mais renomados artistas de todo o mundo, o que se vê no MASP é único e inimaginável ao vivo. Pinturas famosas que ao vivo são enoooooooormes e esculturas conhecidas que ao vivo são pequeninas, inacreditável.
Pensar que nem um terço dos paulistanos conhecem o acervo do museu, não é de se espantar que a grande maioria apenas o “veja” por nome e pela pela arquitetura. Arquitetura esta que tem uma história muito singular, foi construído em terreno no qual o antigo proprietário havia cedido-o a obra, desde que qualquer construção que ali fosse erguida não “tiraria” a vista da serra da cantareira. A solução para a condição foi a edificação de um prédio com um vão livre de 70 metros de altura, sustentados em 4 mega pilares.

Tempo médio: 3:10h – ao sair do museu, dirija-se ao vão livre e sente na mureta do mirante – 14h as 17h

Rua Augusta

Agora sim você vai ver o que é paulistano; e de tudo e quanto é tipo. Engravatados, secretárias, nerds, gays, bêbados, putas, jovens, revoltados, intelectuais, jovens, adultos, idosos, tiozinhos, tiazonas e etc.

A Rua Augusta é a Fauna e Flora da Capital, ainda mais a partir das cinco da tarde; o sobe e desce de gente indo e vindo é São Paulo. Procure um bar/cafeteria e aguarde o cair da tarde, ao escurecer, dê um rolê e você vai ver.

Tempo médio: Infinito, daí vai de você.

:!: Sábado

Vá lá … você já está cansado das andanças e não é justo acordar cedo num sábado.
Faz assim, acorda e vai tomar um café da manhã beeeeem reforçado numa boa padaria, São Paulo tem padarias boas aos montes.

Á partir das 11h acontece a feira de antiguidades da Praça Benedito Calixto

Como eu sou nostálgica, geek e super curiosa, adoro esta feirinha e o local é bem aconchegante.
Localizada no largo de Pinheiros, oferece barracas de compra, venda e troca de antiguidades e objetos descolados. A praça e rodeada por bons restaurantes e alguns bares, cafés e galerias. No meio da praça tem uma praça de alimentação da feira; embalados por chorinho da melhor qualidade, podemos nos deliciar com caldinho de feijão, acarajé, pastel, orgânicos e doces típicos.

Tempo: da manhã pra tarde, até o cair da noite – coma a ambrosia, sem mais.

Claro que tem 25 de Março e Santa Efigênia, mas faz assim, vai nelas na terça-feira, uma é do lado da outra. Na 25 de Março vá aos Armarinhos Fernando (os 2) e suba até o último andar do Shopping 25 de Março e na Santa Ifigênia, entre na igreja e surpreenda-se com a obra de arte que é a paroquia, ah … observe na fachada da igreja marcas de tiro que são legado da revolução de 32.

@ritalinando


Image

Almoço de encomenda – Fiz Hoje!

MissQüi


Image

Darth Vader & Morticia – Par Perfeito


Joaquim Barbosa e a nossa FALTA DE VERGONHA NA CARA

Joaquim Barbosa não é o Batman nem o “Salvador da Pátria”, ele é apenas um funcionário público que está cumprindo com a obrigação de trabalho dele, agindo de acordo os preceitos éticos que ele julga correto, e que coincidentemente parece também correto para nós (brasileiros).

Ele faz o óbvio e esperado. Só que somos tão condescendentes com a corrupção, impunidade, injustiça e malandragem que quando alguém age de uma forma correta parece que este alguém é especial; não, Joaquim Barbosa não é especial. Se Joaquim Barbosa fosse um cozinheiro de restaurante “Self Service” ele seria o cara que não coloca salitre na comida, enquanto quase todos os outros colocam.

Eu não votaria em Joaquim Barbosa para presidente apenas pelo fato do mesmo cumprir com a obrigação de trabalho. Eu voto em que estuda, trabalha e apresenta projetos para solucionar problemas e criar possibilidades de sermos seres humanos cada vez mais humanos e honestos.

Só um povo que é obrigado a votar e depois de 2 dias não lembra mais em quem votou e ainda elege coronéis em pleno século 21, pode enaltecer alguém que nada mais faz do que deve ser feito.

Vamos elevar Joaquim Barbosa ao patamar de santidade, porque nós “compramos” carteira de motorista, nós fazemos “gato net”, nós apostamos no “bicho”, nós “molhamos” a mão do “seu guarda”, nós abastecemos com gasolina “batizada”, nós damos um jeitinho pra tudo… pra tudo… menos pra nossa falta de vergonha na cara!

 

 

http://g1.globo.com/politica/noticia/2010/08/joaquim-barbosa-diz-que-lazer-e-aconselhado-por-medicos.html


O Bêbado e a Equilibrista – Análise da letra

“O Bêbado e a Equilibrista” – João Bosco e Aldir Blanc, 1969

O Bêbado (1) e a Equilibrista (2)

Caía (a) a tarde feito um viaduto (3)
E um bêbado trajando (b) luto (4) me lembrou Carlitos ©
A lua (5) tal qual a dona do bordel (6)
Pedia a cada estrela fria (7) um brilho de aluguel (8)
E nuvens (9) lá no mata-borrão (d) (10) do céu (11)
Chupavam manchas (12) torturadas (13), que sufoco (d) louco 
O bêbado com chapéu coco fazia irreverências mil (14)
Pra (f) noite do Brasil (15), meu Brasil 
Que sonha com a volta do irmão do Henfil (16)
Com tanta gente que partiu (17) num rabo-de-foguete (g)
Chora a nossa pátria mãe gentil 
Choram Marias e Clarisses (18) no solo do Brasil 
Mas sei que uma dor assim pungente não há de ser inutilmente 
A esperança dança na corda bamba de sombrinha (h)
E em cada passo dessa linha pode se machucar 
Azar (i), a esperança equilibrista 
Sabe que o show de todo artista
Tem que continuar

Comentários gerais:

(a) Ao cair da tarde significa ao fim da tarde, o pôr do sol. Também se pode dizer o cair da noite, que é um pouco mais tarde, quando já não se tem nenhum sinal do sol e a noite está declarada.

(b) Vestindo.

© É como chamamos carinhosamente o vagabundo personagem de Charles Chaplin.

(d) Equipamento de escritório que caiu em desuso juntamente com as canetas-tinteiro.

(e) Um sufoco, no sentido figurado, significa uma situação sem saída, desesperada. Pode-se dizer assim: “Estou no maior sufoco.”

(f) Pra = para. Por ser uma palavra monossílaba, temos a tendência de acentuá-la, o que seria um erro, já que “para” não é acentuada.

(g) Significa uma situação potencialmente perigosa, uma “furada”, uma “fria”. Pode-se dizer assim: “Entrei numa (canoa) furada” ou “Entrei numa fria” ou “Entrei pelo cano” ou ainda “Peguei um rabo-de-foguete.”

(h) Existe a sombrinha, que é um guarda-chuva pequeno, geralmente colorido que pode ser usado tanto para se proteger do sol como em dias de chuva. Privativo das mulheres. Existe também o guarda-chuva propriamente dito, maior do que a sombrinha, geralmente preto e utilizado por ambos os sexos.

(i) Uma expressão de desprezo pela sorte, de ausência de medo. Após receber uma advertência sobre algum perigo que desprezamos podemos dizer: “Azar!”, ou “Dane-se!” ou “Não estou nem aí!” ou ainda “E daí?!”

Comentários políticos:

(1) O bêbado representa os artistas, poetas, músicos e “loucos” em geral, que embriagados de liberdade ousavam levantar suas vozes contra a ditadura.

(2) A equilibrista era a esperança de democracia, um projeto de abertura política gradual, que a cada “eleição”, a cada evento que incomodava os militares (passeatas, etc), tinha sua existência ameaçada.

(3) Um viaduto, obra do governo, caiu, desabou sobre carros e ônibus cheios de pessoas, matando muita gente. Na época, nada pôde ser noticiado nem as pessoas foram devidamente ressarcidas ou indenizadas. Cidade de Belo Horizonte, viaduto da Gameleira, década de 70.

(4) Referência aos militantes de esquerda que foram “sumidos” ou declaradamente assassinados sob tortura.

(5) A lua representa a Rede Globo.

(6) A Câmara de Deputados e o Senado foram algumas vezes comparados a bordéis devido aos negócios imorais que lá se faziam. É claro que os cidadãos indignados não podiam dizer claramente que pensavam isto, ou seriam no mínimo processados por calúnia, injúria, difamação e etc.

(7) As estrelas são os generais, donos do poder. Alguns deles nunca apareceram como governantes, preferindo manipular nos bastidores. Se contentavam com uns poucos privilégios astronômicos e umas ninharias de cargos de direção em estatais ou o poder de nomear umas poucas dezenas de parentes e correligionários em empregos públicos.

(8) O brilho de aluguel era, como mencionado acima, os ganhos pessoais e até eleitorais obtidos pelos civis e militares.

(9) Os torturadores são aqui comparados a nuvens, pois eram intocáveis e inalcançáveis.

(10) O mata-borrão é um instrumento antiquado destinado a eliminar erros, borrões na escrita. O DOI-CODI, nossa temível polícia política da época era o mata-borrão do regime (instrumento antiquado destinado a eliminar erros).

(11) As prisões eram inalcançáveis ao cidadão comum, inacessíveis, por isso a comparação com o céu.

(12) Os rebeldes são comparados a manchas, ou seja um erro na escrita, uma coisa fora da ordem, uma indisciplina.

(13) Referência à tortura aplicada aos militantes de esquerda, que ocorria às escondidas. O regime jamais admitiu que torturava pessoas, porém nunca houve punições aos casos que conseguiam alguma divulgação, apesar da censura à imprensa.

(14) Os artistas nunca se calaram. Esta música, ele própria é uma das irreverências.

(15) Um tema recorrente nas músicas da época. A volta das liberdades políticas é comparada ao amanhecer, bem como a ditadura é comparada à noite.

(16) O Henfil (Henrique Filho) era um afiadíssimo cartunista político muito visado pelo regime, bem como seu irmão o Betinho, que no governo Fernando Henrique organizou o programa de combate à fome. Os dois eram hemofílicos e morreram de Aids.

(17) Referência aos exilados políticos.

(18) Maria é a esposa do operário Manuel Fiel Filho morto sob tortura nos porões do DOI-CODI (SP) em janeiro de 1976 e Clarice é a esposa do jornalista Wladimir Herzog, também morto sob tortura, no DOI-CODI (SP) em outubro de 1975.

Partes em itálico são alterações de Antonio Martins


Fonte:

http://www.ponto.altervista.org/Musica/e…adopt.html


O Fim


Technicolor