Ideias que não tenho aonde publicar + servidor de imagem que é liberado na sua empresa = Ritalinando.

Ensaio sobre o Caráter ou Carácter.

Em linguagem comum o termo descreve os traços morais da personalidade¹.
As escolas da caracteriologia alemã e franco-holandesa esforçaram-se por dar aos dois termos (personalidade e caráter) um significado diferente, sem que, no entanto, se chegasse a um consenso[2]. René Le Senne, por exemplo, propõe a seguinte distinção[3]: Caráter refere-se ao conjunto de disposições congênitas, ou seja, que o indivíduo possui desde seu nascimento e compõe, assim, o esqueleto mental do indivíduo; já personalidade, é definida como o conjunto de disposições mais “externas”, como que a “musculatura mental” – todos os elementos constitutivos do ser humano que foram adquiridos no correr da vida, incluindo todos os tipos de processo mental.
1-verbete “caráter” em Houaiss, Antônio; Villar, Mauro de Salles & Franco, Francisco Manoel de Mello (2001). Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa. Rio de Janeiro: Objetiva.
2-Fiedler, Peter (2007). Persönlichkeitsstörungen 6. Aufl. Weinheim: Beltz PVU.
3-Le Senne (1963). Traité de caractérologie. Paris: Presses universitaires de France.
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“…O conjunto das qualidades, boas ou más, de um indivíduo lhe determinam a conduta e a concepção moral; seu gênio, humor, temperamento; este sendo resultado de progressiva adaptação constitucional do sujeito às condições ambientais, familiares, pedagógicas e sociais.

Caráter é a soma de nossos hábitos, virtudes e vícios.

Caráter, em sua definição mais simples, resume-se em índole ou firmeza de vontade.

As culturas antigas costumavam declarar quando de uma pessoa de índole confiável: “Pessoa de caráter forte”. Quando o caráter – presença inerente no ser – é forte, significa que por mais maravilhosos ou recompensadores os caminhos possam parecer, há sempre um sentimento de alerta dentro, que indica aquele como um caminho errado, mesmo que no momento possa parecer o correto.

O caráter faz ver além, nas consequências dos atos de hoje, e não pode ser adquirido ou estudado ou mesmo aprendido.
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Qual caminho seguir e quais consequências irão advir só o caráter pode identificar, no momento que as decisões – de trabalho, amor, relações sociais, escolares, de amizade etc – são tomadas.
Feita a introdução ao “caráter”, podemos entender que esse “traço” abrange muito mais que simples definições.
O caráter é algo muito mais que subjetivo, visto que prorciona ao outro benefícios e/ou maleficios, gerados pelas atitudes do seu ser.
Então, divagando com Isaac Newton, recorro a sua terceira lei – Ação e Reação.
Nela Newton descreve, simplificadamente que para toda ação há uma reação.
Agora você me pergunta: “certo, mas o que Issac Newton e sua 3ª lei tem haver com caráter?”
Pois bem, a lei da ação e reação é explicada, simplificadamente, da seguinte maneira: Ação é força e reação e a força contrária, logo a força é a expressão física da interação entre dois entes físicos: há sempre um par de forças a agir em um par de objetos, e não há força solitária sem a sua contra-parte. As forças na natureza aparecem sempre aos pares e cada par é conhecido como uma par ação – reação.

Parece estar mais confuso este ensaio, não?
Vamos a interligação, de caráter e 3ªlei de Newnton!
Como dito anteriormente, culturas antigas faziam um paralelo entre caráter e força.
Pronto, agora parece estár claro! A força do carater gera ação e reação.
Somos interligados e as medidas do caráter alheio permeia a resposta da contra parte.
Quando o caráter é ancorado na dignidade, igualdade e todas as virtudes que se espera de alguem que convivemos não questionamos negativamente os atos dessa pessoa.
Sabemos que tem um caráter forte e papalpado na empatia.
Um caráter calcado em mágoa, rancor, vicios e vicitudes, traz uma força de expanção maior que aquele caráter ancorado na dignidade.
Assim, um caráter de força boa é o carácter digno.

dignidade é a palavra que define uma linha de honestidade e ações corretas baseadas na justiça e nos direitos humanos, construída através dos anos criando uma reputação moral favorável ao indivíduo. Respeitando todos os códigos de ética e cidadania e nunca transgredindo-os, ferindo a moral e os direitos de outras pessoas.

Ser digno é obter merecimento ético por ações pautadas na justiça, honradez e na honestidade.

Aquele caráter de força má não pode ser denominado, pois não existe o antonimo de dignidade.

Dignidade é algo tão fundamental ao ser humano que não deveria ser tolerada a falta da mesma. Atitudes indignas colocam em xeque o caráter e expõe a fragilidade daqueles que agiram de forma digna. Pois numa reação desamparada de caráter, a força da reação, muitas vezes, sobrepõe-se a da ação.

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One response

  1. Cris

    Difícil discorrer a respeito do assunto, porque no pensamento comum, caráter é algo que se tem ou não, ou seja, este é um assunto muito subjetivo, mas gostei do ensaio. Perdão pelas mil “virgulas” em um comentário tão breve. Coisa de brevidade de caráter. Ou não?

    May 28, 2012 at 3:00 pm

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